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Semana 12 - 2009

É óptimo notar que a nossa ideia sobre a expressão política pelos direitos dos animais causa tantas reacções, e também noutros países. Na semana passada foi publicada uma entrevista no Bihar Times com a mundialmente famosa política, activista do meio-ambiente e combatente pelos direitos dos animais, Maneka Gandhi.
Na entrevista, a antiga ministra indiana sonha em voz alta sobre a possibilidade de poder representar um Partido para os Animais no parlamento da Índia. Entre outras coisas diz:

“Animal welfare needs to become part of our political agenda. This is not such a distant dream. Environmental protection has already become a huge political issue. Obama’s opposition to oil drilling in the ocean won him the crucial environmental vote. Since his film, ‘An Inconvenient Truth’, Al Gore carries more political clout than when he was Vice President. All European countries have Green parties. Holland has an Animal Party. The Dutch 'Party for Animals' leader Marianne Thieme, 34, is a jurist who until recently was president of an animal protection agency. Her growing frustration over the lethargic attitude of established parties to animal issues provided the motivation to secure animals a voice in politics. Well known Dutch authors and opinion leaders have joined the party and a growing number of Dutch people are questioning why selfish economic interests should prevail over ethical considerations when it comes to animal and environmental protection. In its first election, the party has already won 2 parliamentary seats out of 150 (the Indian equivalent would be 12 seats, which is larger than most parties in Parliament today. The party’s priority is to end all animal suffering. It wants a constitutional amendment, guaranteeing animals the right to freedom from pain, fear and stress caused by humans. India may not yet have a party for animals but there are plenty of reasons why animal welfare should be on every election manifesto. “

Maneke Gandhi

A entrevista completa pode ser lida aqui.


A agenda política que Maneka Gandhi advoga é o que tentamos constantemente determinar no parlamento da Holanda. O cristão-democrata Atsma, que é quem mais nos critica, suspira prácticamente todas as semanas que ‘actualmente, todos os dias se discute a causa animal no parlamento’. E o social-democrata Harm Evert Waalkens diz frequentemente: “vocês podem determinar a agenda, mas nós determinamos o resultado”. De tudo isso se nota a dificuldade da política já estabelecida que combate uma luta inútil em relação a uma nova política com uma visão global.
Nós conseguimos tornar claro em qualquer debate que os partidos actuais são de facto partidos de uma só causa que apenas têm atenção para o homem ocidental e o seu dinheiro. A atenção exagerada deste momento para a crise económica, esconde que do que aqui se trata é da crise mais imaginávelmente pequena: a da nossa bolsa. Vêem aí crises que vão atingir a nossa vida duma maneira muito mais directa, a crise climática, a crise alimentar, a crise de àgua potável, a crise da biodiversidade, a crise das matérias-primas (inclusive o esgotamento dos fosfatos), as crises de doenças animais e a crise moral que transforma os humanos em seres totalmente desesperados. Uma guerra não está muito além da falta de 3 refeições e eu acho isso mesmo verdade. Segundo a ONU, em 2017 70% da população mundial terá falta de àgua potável, e o Conselho Científico Britânico prevê uma grande crise de alimentação e àgua potável em 2030.
Por essa razão é muito urgente que sejam criados em todos os países partidos políticos que chamem a atenção para isso, e tornem claro que uma outra maneira de viver é literalmente de uma importância vital. Mesmo que seja exigido um limite mínimo de votos, um Partido para os Animais pode ter a grande utilidade de estimular as pessoas a reflectir durante as eleições.
É exactamente quando as pessoas estão habituadas a que os partidos políticos ponham a espécie humana em foco na sua maneira de pensar e agir, que a participação dum Partido para os Animais nas eleições causará um choque. É um nome que causa sentimentos – indignação, esperança, ira, alegria ou irritação – e os sentimentos causam movimento, e sem movimento não há mudança.