Esta semana falámos com grande parte da imprensa e também com uma série de organizações (de energia) internacionais, sobre o facto da venda da companhia de energia Essent depender do Partido para os Animais. A província Noord-Brabant quer vender as acções que possui da Essent à companhia de energia alemã RWE. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) esclarece no seu website que “investigações independentes revelam que esta companhia de energia é uma das mais poluentes da Europa. RWE explora ainda centrais de lignito e hulha [carvões fósseis], que têem como consequência uma grande emissão de CO2 (gases de estufa) por parte da companhia. Além disso, RWE faz tenções de investir na construção de uma central nuclear em Belene (Bulgária), num local considerado por especialistas como inseguro por causa da possibilidade de tremores de terra."
A nossa representante na província Noord-Brabant, Birgit Verstappen, declarou que o nosso partido é contra a privatização de empresas públicas e que fará todos os possíveis para que, caso a venda à RWE se concretizar inesperadamente, sejam exigidos critérios para productos energéticos verdadeiramente limpos e duradouros. A RWE declarou nomeadamente nas negociações que não adoptaria o pacote de medidas duradouras da Essent. É portanto perfeitamente compreensível que o Fundo Mundial para a Natureza tenha terminado a colaboração existente com a Essent quando os planos de aquisição se tornaram conhecidos.
A 14 de Abril na Haia, houve também protestos por parte de alguns produtores de leite, com as suas vacas, para chamar a atenção para a descida do preço do leite. Arrastaram uma quantidade de (segundo testemunhas, prenhes) vacas da Friesland [Frísia] até ao centro de Haia. As vacas ficaram lá até ao dia seguinte! Eu fiz perguntas no parlamento por causa desta manisfestação sem consideração para com os animais.
Falando de vacas: na quarta-feira fomos nós que organizámos uma manifestação com vacas, claro que com o motivo do bem-estar animal. Abrimos as portas dos estábulos dum produtor de leite biológico, para que as vacas depois dum longo inverno possam voltar a pastar ao ar livre. As vacas levavam vestida uma toalha de protesto com o texto 'Europa, há limites'. Com esta manifestação criticámos a política da agricultura europeia, que leva à intensificação, aumento, e ao permanente encarcerar de animais na agricultura. O Partido para os Animais quer que a Europa acabe com os milhões de subsídios à agricultura e aposte numa agricultura duradoura e com consideração para os animais.

Na quinta-feira, a ministra da agricultura Verburg prometeu ao parlamento que falará com o seu colega francês sobre a captura de abibes [vanellus] em França, visto que essa práctica põe em perigo a população de abibes. O Partido do Trabalho (sociais-democratas) tinha insistido nisso. Que tanto a ministra do CDA (cristãos-democratas) como o Partido do Trabalho sejam totalmente incoerentes, nota-se pelo facto de ambos os partidos tolerarem a "recolha de ovos de abibe" em massa que é tradicional na Friesland. A província Friesland e o governo não fazem nada contra a recolha. Um representante do Pvda [Partido do Trabalho] na Friesland é patrono da recolha de ovos.

A este estranho mas sobretudo irresponsável passatempo dos Frisões que se nomeiam a si mesmos, é um desplante, protectores das aves, é dada toda a liberdade. Jurídicamente visto, a recolha de ovos é absolutamente proibida. Para que isso seja permitido é necessário que a população de abibes na Friesland não diminua. O que é o caso: de 1996 até 2008 pelo menos uns 50%! Isso foi determinado cientificamente e de forma irrefutável.
Aves de prado como o abibe sofrem bastante com a mudança climática, a agricultura automatizada, predadores naturais, caça no estrangeiro, e a gerência do nível freático por parte dos agricultores. Isso não interessa absolutamente nada aos que recolhem os ovos. E como choram, se uma vez não lhes é permitido recolher... No interesse dos abibes, esta tradição tem que acabar rapidamente.
Até prá semana!












