Causa Única
Na próxima semana veremos se o Partido para os Animais vai o primeiro partido do mundo que terá os animais, a natureza e o meio ambiente como causa central num parlamento europeu. Ficaremos a sabê-lo a 4 de Junho, na próxima semana informo-vos sobre isso.
Durante a campanha para o parlamento europeu ouvimos outra vez várias vezes a crítica injusta de que seríamos um partido de uma só causa.
Apesar de afirmarmos constantemente que somos o único partido que busca soluções globais. Até fizemos um anúncio sobre isso, no qual demonstramos que de facto só nos ocupamos com uma coisa: os interesses da Terra.
O interesse geral que se sobrepõe ao resto, que os apoiantes do Partido para os Animais acham o mais importante, permite-lhes apesar de virem de distintos meios sociais, unirem-se contra a injustiça relativa aos animais.
Um interesse que beneficia o homem tanto como o pardal, a rã, o gorila, o cervo reintroduzido ilegalmente, o rato de laboratório ou o ferozmente caçado javali selvagem.
Um interesse que une toda a vida no nosso ecosistema, em face do qual a política estabelecida se torna a de uma causa única, a do pensamento que se limita aos interesses do homem ocidental e o seu dinheiro. E por isso mesmo serve pôr em dúvida o interesse geral que se sobrepõe, a quem não agrada que o Partido para os Animais tenha sucesso com os seus ideais.
Claro, há alguns partidos tradicionais que por vezes conseguem ver melhor que outros além dos limites da sua espécie. Mas os interesses dos outros seres vivos são para a política estabelecida apenas um pormenor.
Depois de dois anos no parlamento muitos jornalistas perguntam-nos impacientes: ‘O que é que afinal o Partido para os Animais conseguiu nos dois anos passados?’ É curioso que esta questão nunca foi posta com tanta impaciência ao Partido Estadual da Reforma Holandês, o SGP. Vê-se que as expectativas são altas, ou que há um grande cepticismo. De qualquer das maneiras é bem visível para todos que uma sociedade com mais respeito para com os animais se tornou bastante mais próxima, bastante mais do que a sociedade se tenha tornado reformada com os oitenta anos do SGP, e ainda bem.
Como não funcionamos a partir da tradicional oposição de esquerda-direita mas a partir dum interesse que abrange uma àrea muito maior, o partido tem por conseguinte uma influência além do que se esperaria. Logo no primeiro debate depois da nossa entrada no parlamento se tornou claro que o Partido para os Animais seria o factor decisivo sobre a questão se se devia ou não conceder uma amnistia aos exilados que já tinham estado demasiado tempo à espera duma decisão. A nossa opinião face a este tema derivava claramente do nosso programa partidário, e como o bloco de esquerda e direita se mantinham no parlamento num equilíbrio exacto, foram os nossos dois votos que fizeram a diferença. Isso é especial. Faz com que a nossa participação seja bem visível e importante, e com que os outros partidos não nos possam ver como ‘apenas dois deputados’. Políticos de outros partidos necessitam em muitos casos da nossa ajuda para conseguir uma maioria, o que nos dá mais influência, sobretudo também nos temas que fazem parte das nossas prioridades.
Sendo parte de um movimento emancipatório temos a oportunidade de ajudar outros movimentos emancipatórios na sua luta, como por exemplo o do igual tratamento no caso dos casais de mães lésbicas, ou em questões relativas ao casamento entre homossexuais e funcionários que recusam celebrar tais casamentos.
É exactamente por nos afastarmos dos velhos preconceitos políticos e das correntes sociais existentes, por tomar partido por uma separação rigorosa entre a igreja e o estado, que o Partido para os Animais pode representar um interesse geral que se sobrepõe, ao mais alto nível político.
Quem queira defender os animais, a natureza e o meio ambiente, e através disso também um futuro mais sustentável para a humanidade, pode encontrar um lugar dentro do Partido para os Animais.
Entretanto somos nós o partido político que mais cresce em membros, conseguimos sucessos como mais financiamento para alternativas a testes com animais, uma proibição das gaiolas enobrecidas para galinhas poedeiras, e a possibilitação duma transição para uma sociedade mais vegetal. E criamos projecção para representantes de outros partidos políticos que adquirem assim mais possibilidades de defender os animais dentro do deu grupo parlamentar, simplesmente pela nossa presença e pela ameaça eleitoral que daí provém.
Somos um partido com uma Causa Grande, e isso poucos partidos o podem dizer!
Até prá semana.












