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Semana 27 - 2009

Uma semana muito ocupada.
Concluímos o ano parlamentar com muitos debates e votações no parlamento. No último dia antes das férias do Verão, o churrasco organizado pela indústria da carne para os parlamentários foi adornado por uma demonstração de protesto pelo Partido para os Animais. O churrasco de lobby para celebrar o fecho do ano parlamentar é oferecido aos parlamentários pelos productores de gado, carne e ovos. Que os parlamentários e membros do governo se deixem celebrar pela bio-indústria é inadmissível e merece portanto um protesto.

Os políticos que se reuniram no pátio interior do parlamento para a sua dose anual de carne gratuita, foram também presenteados com sons da bio-indústria. Estes vinham das salas do grupo parlamentar do Partido para os Animais, que ficam mesmo por cima do churrasco. Enquanto comiam os seus bifes e pernas de frango, os convidados foram deste modo recordados sobre a proveniência das suas delícias. De grandes colunas ressoava o mugir de vacas, o grunhir dos porcos e o cacarejar de galinhas. Também soltámos grandes balões com vacas e porcos que ficaram presos na rede contra os pombos que tinha sido posta por cima do churrasco.

O partido para os Animais acha escandaloso que ano após ano se permita um lobby tão explícito no terreno da Assembleia da República

Há uma grande mortalidade na população da abelhas.
As sementes de plantas (sobretudo de milho) que são tratadas com pesticidas e neonicotinoids generam plantas que são extremamente nocivas para as abelhas. Não só através do néctar e pólen, mas também porque as abelhas bebem a gutação e o orvalho destas plantas. Deste modo ingerem doses muito maiores do que se imaginava de neonicotinoids, e morrem em 2 a 10 minutos depois de beberem este líquido, ou em 20 a 40 minutos depois de apenas o terem ‘provado’. Estas gotas contêm concentrações que são exprimidas em ppm (parts per million) enquanto que a dose letal é mil vezes mais baixa (ppb ou parts per billion).

Esta semana tivemos um debate com a ministra Verburg sobre como tornar a agricultura de estufas mais sustentável. A ministra mostrou estar muito mal informada e insistiu em afirmar que “as abelhas não vão ao milho”. Podia-se ouvir o espanto dos vários especialistas na tribuna pública! As abelhas recolhem sim senhor pólen de milho das flores do milho, e junto com o pólen de outras flores fazem então na colmeia a geleia real. A geleia real é fabricada a partir de muito pólen e um pouco de néctar e é um alimento importante para as abelhas, é a sua fonte de proteínas. É com que alimentam as larvas.

Vejam aqui uma pesquisa recente do prof. Vincenzo Girolami da Universidade de Pádua. Um filme chocante sobre a influência de pesticidas na mortalidade das abelhas.

Além da proibição da criação de doninha-europeia pelo que lutámos, o parlamento aprovou esta semana também uma moção que obriga a ministra Verburg a fazer todos os possíveis por uma proibição da criação de doninhas a nível Europeu. Vai ser excitante observar o que o Senado fará, aí a decisão final dependerá do grupo parlamentar da Christenunie [União Cristã].

Para além disso estamos a empenhar-nos contra a revogação da licença de navegação da Sea Shepherd, que o governo está a planear, e para a qual até quer mudar a lei. É mesmo ridículo querer protejer os caçadores ilegais de baleias das pessoas que as tentam proteger!

Até prá semana!