O ano parlamentar voltou a rebentar com toda a força. Por ordem do governo holandês, uma comissão investigou a legitimidade da invasão do Iraque, e o resultado não surpreenderá muitos: foi simplesmente um erro!
O modo defensivo como o primeiro-ministro tentou ignorar os resultados do relatório quase provocou uma crise governamental, mas por enquanto a coligação cerrou as fileiras, por medo de eleições e sucesso do partido anti-Islão de Geert Wilders. Penso no entanto que não acabarão o termo e que teremos eleições antecipadas.
Nós preparamo-nos neste momento para as eleições autárquicas. Já temos em total 20 representantes, no parlamento, governos provinciais e juntas provinciais da àgua, a 3 de Março participamos nas eleições autárquicas em 10 municípios.
Escolhemos conscientemente concorrer num número limitado de municípios, porque achamos que não só precisamos de suficientes eleitores potenciais, mas também de uma organização local forte e de bons candidatos, que estejam também nas suas próprias cidades conscientes de que são embaixadores dum movimento mundial que defende os direitos animais.
A semana passada houve no Senado um debate sobre a interdição de sexo com animais. Segundo o apresentador da proposta, membro do Partido do Trabalho [PvdA], o final dele era proteger a integridade sexual dos animais, o que é completamente impossível; proíbe-se o sexo com animais classificando isso como ‘actos sexuais abusivos’, e ao mesmo tempo continua-se a permitir que porcos sejam castrados sem anestesia, vacas enseminadas artificialmente, e que as mesmas sejam constantemente mantidas prenhes apenas para manter a produção de leite destinado à consumpção humana. Também a trituração de dezenas de milhões de pintos (de galos) vivos não corresponde com a imagem de protecção da integridade sexual dos animais.

Então descobriu-se a verdadeira razão, esta lei não é afinal uma lei de protecção animal, mas uma lei para proteger os bons costumes. Mas nós declarámos apoiar esta lei, apesar de em geral não sermos muito adeptos de novas leis pela moral.
É um pequeno passo em frente na maneira de pensar, em como evitar abusos por parte dos humanos à integridade dos animais. Esperamos ansiosamente pelos próximos passos, nos quais os animais terão realmente a liberdade de viver segundo a sua própria natureza.
Até prá semana!












